Obra de referência dedicada ao poeta António Nobre, escrita por Guilherme de Castilho, investigador e estudioso da literatura portuguesa. O autor aborda a vida, personalidade e obra do poeta, contextualizando-o no panorama literário português do final do século XIX e início do século XX.
Publicada pela Livraria Bertrand em 1950, esta edição apresenta-se como um importante estudo crítico e biográfico, sendo particularmente relevante para investigadores, estudantes e colecionadores de literatura portuguesa.
- Título: António Nobre
- Editora: Livraria Bertrand
- Ano de Publicação: 1950
- Idioma: Português
- Encadernação: Brochado / capa mole
- Páginas: 330 páginas
- Dimensões: 23,6 x 17,3 cm
- Estado do livro: Capa mole com sinais de utilização e ligeiras imperfeições nas bordas e lombada. Páginas amareladas pelo tempo. Miolo íntegro. Com assinatura de posse. Última
- página com anotações a lápis.
- Classificação Temática: Literatura portuguesa, ensaio literário, biografia, poesia portuguesa
Nota sobre o autor:
Guilherme de Castilho (1912–1987) foi ensaísta, crítico literário, investigador e professor português, reconhecido pelos seus estudos sobre literatura portuguesa e, em particular, sobre a vida e obra de António Nobre. Desenvolveu importante trabalho de investigação literária e crítica textual, contribuindo para o aprofundamento dos estudos sobre simbolismo e poesia portuguesa moderna. A sua obra caracteriza-se pelo rigor documental e pela atenção à dimensão humana e biográfica dos escritores que estudou.
Nota sobre António Nobre:
António Nobre (1867–1900) foi um dos mais importantes poetas portugueses do final do século XIX e uma figura central do simbolismo e do pré-saudosismo em Portugal. A sua obra é marcada por um forte tom melancólico, intimista e nostálgico, refletindo sentimentos de solidão, saudade, desencanto e profunda ligação à infância, à província e à identidade portuguesa.
Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, António Nobre destacou-se desde cedo pela originalidade da sua escrita. Viveu parte da juventude em Paris, onde publicou a sua obra mais célebre, Só (1892), livro que revolucionou a poesia portuguesa pela sinceridade emocional e pela musicalidade inovadora da linguagem.
A sua poesia mistura elementos populares, memórias pessoais, referências religiosas e um profundo sentimento de fragilidade humana. A doença — tuberculose — marcou tragicamente a sua vida e influenciou grande parte da sua produção literária. Morreu prematuramente aos 32 anos, deixando uma obra relativamente curta, mas de enorme influência na literatura portuguesa do século XX.
António Nobre é hoje considerado um dos poetas portugueses mais emotivos e singulares, admirado pela intensidade lírica, pela sensibilidade e pela forma profundamente pessoal como transformou a dor e a saudade em poesia.













