Os Lusíadas | Luís de Camões | Edição Nacional | Imprensa Nacional de Lisboa
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Os Lusíadas, de Luís de Camões, em Edição Nacional publicada pela Imprensa Nacional de Lisboa. Uma das obras fundamentais da literatura portuguesa, dedicada à epopeia dos Descobrimentos e à viagem de Vasco da Gama.
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Exemplar de Os Lusíadas, de Luís de Camões, na chamada Edição Nacional saída dos prelos da Imprensa Nacional de Lisboa. A folha de rosto reproduz, em xilogravura, um pórtico arquitectónico de gosto quinhentista encimado por uma águia, evocando deliberadamente a portada das primeiras edições do poema — um exercício de tipografia historicista característico das edições comemorativas camonianas produzidas pela Imprensa Nacional.
O corpo do texto está paginado em numeração romana, terminando a última página numerada em CCLX. Ao poema seguem-se notas e uma lista de emendas, entre as quais se destaca uma nota erudita sobre a identificação da Fonte dos Amores por António Garcia Ribeiro de Vasconcelos, transcrita de carta particular datada de 6 de Dezembro de 1927 — indicação útil para situar cronologicamente a edição. No final surge ainda o colofão tipográfico, com menção à composição em linotipo na Imprensa Nacional.
O volume apresenta-se numa encadernação inteira de pele castanha, com decoração gofrada a seco em ambas as pastas: cercadura de enrolamentos vegetais, cantoneiras interiores e reserva central. Na pasta anterior, título e autor gravados a ouro; a lombada, de nervos, traz igualmente os dizeres «OS LUSIADAS» e «LUIS DE CAMÕES» a ouro.
Ficha técnica:
- Título: Os Lusíadas
- Autor: Luís de Camões
- Edição: Edição Nacional
- Editora: Imprensa Nacional de Lisboa
- Local de edição: Lisboa
- Encadernação: Inteira de pele, com decoração gofrada a seco e títulos a ouro na pasta anterior e na lombada
- Páginas: Última página numerada CCLX (260), em numeração romana
- Idioma: Português
Sobre o autor:
Luís Vaz de Camões (c. 1524-1580) é o maior poeta da língua portuguesa. Soldado e viajante, esteve em Ceuta, onde perdeu o olho direito, e passou largos anos no Oriente, entre a Índia, Macau e Moçambique, experiência que atravessa toda a matéria de Os Lusíadas, publicado em Lisboa em 1572.
A epopeia, em dez cantos de oitava rima, toma a viagem de Vasco da Gama como fio condutor para narrar a história de Portugal, entrelaçando o registo histórico com a maquinaria mitológica clássica. À obra épica junta-se uma vasta produção lírica — sonetos, redondilhas, éclogas — que só postumamente foi reunida e que exerceu influência decisiva na poesia portuguesa dos séculos seguintes.
Estado de conservação:
Exemplar sólido e completo no bloco de texto, com os desgastes próprios de uma encadernação em pele com décadas de uso.
- Pele das pastas com desgaste, manchas e ligeiras escoriações superficiais, sobretudo na reserva central
- Charneira anterior aberta ao longo de quase toda a extensão, com pele fendida e cordéis/reforços de tela à vista
- Coifas e cantos com atrito; falhas pontuais de pele junto ao topo da lombada
- Títulos a ouro na lombada esbatidos, sobretudo no segundo florão
- Miolo firme; papel com acidez e acastanhamento uniforme próprio da época, com pontos de manchas dispersas
- Segundo indicação do proprietário, apresenta assinatura de posse
Valor histórico e bibliográfico:
A Edição Nacional de Os Lusíadas pela Imprensa Nacional insere-se no esforço editorial português de fixação e divulgação erudita do texto camoniano, com aparato de notas e emendas que a distingue das edições correntes. A numeração romana contínua do corpo do poema e o cuidado tipográfico da portada revelam a intenção de dialogar com o modelo das edições quinhentistas.
A encadernação em pele decorada a seco, executada à maneira antiga, acrescenta interesse ao exemplar enquanto objecto, e a assinatura de posse documenta a sua circulação numa biblioteca particular.




