O Mêdo da Matemática | Felix Auerbach | Editora Argo | 1939
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O Mêdo da Matemática, de Felix Auerbach, publicado pela Editora Argo em 1939. Obra de divulgação dedicada à compreensão da matemática e à aproximação da disciplina a leitores não especializados.
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Caderno da colecção Mosaico da Cultura, publicada em Lisboa pela Editora Argo, com o número 1002 impresso no pé da lombada. Nesta pequena monografia, o físico alemão Felix Auerbach aborda um tema que atravessa gerações de estudantes: a resistência psicológica ao raciocínio matemático e as razões, sobretudo pedagógicas, que a alimentam. O texto pertence à veia de divulgação científica que o autor cultivou nas últimas décadas da sua vida, escrita em linguagem acessível e sem aparato técnico.
A colecção Mosaico da Cultura, tal como se lê na contracapa, reunia "monografias, ensaios, estudos sôbre temas tirados dos mais variados ramos do saber", de autores nacionais e estrangeiros, com cuidado declarado nas traduções. Estes cadernos de preço reduzido — aqui marcado na capa como 3 escudos — constituem um testemunho útil dos esforços de divulgação cultural em Portugal no final da década de 1930.
Exemplar em brochura, com a capa azul característica da série, tarja clara com o nome do autor e vinheta da nau da Argo ao pé. A execução gráfica coube à Neogravura, Limitada, de Lisboa, com data de impressão indicada no colofão.
Ficha técnica:
- Título: O Mêdo da Matemática
- Autor: Felix Auerbach
- Editora: Editora Argo
- Local de edição: Lisboa
- Ano: 1939 (impressão concluída em Outubro, segundo o colofão)
- Publicação: Colecção "Mosaico da Cultura", n.º 1002
- Execução gráfica: Neogravura, Limitada, Lisboa
- Encadernação: Brochura, capa de papel ilustrada
- Idioma: Português
Sobre o autor:
Felix Auerbach (1856-1933) foi um físico alemão, professor na Universidade de Jena, onde se ocupou sobretudo de física teórica, acústica e propriedades dos materiais — o seu nome permanece associado à chamada lei de Auerbach sobre a dureza. Esteve ligado ao círculo de Ernst Abbe e à empresa Zeiss, sobre a qual escreveu.
Para além da investigação, dedicou-se com regularidade à divulgação científica, publicando obras destinadas ao leitor não especialista sobre física moderna, teoria da relatividade e o ensino das ciências exactas. A sua figura ficou também fixada no retrato que Edvard Munch lhe pintou em 1906.
Estado de conservação:
Exemplar íntegro e aparentemente por ler, com os defeitos próprios de uma brochura económica dos anos 30.
- Capa com pequenos vincos e esfregamento na margem lateral e junto ao pé
- Lombada acastanhada e escurecida em toda a extensão, com desgaste nas extremidades e pequeno golpe/rasgão junto ao pé
- Cantos ligeiramente rombos, com desgaste do papel da capa
- Miolo com papel naturalmente amarelecido pela idade; folhas firmes e sem soltas visíveis
- Contracapa limpa, com ligeira sujidade de manuseamento nas margens
- Não se observam sublinhados, carimbos ou anotações nas páginas fotografadas
Valor histórico e bibliográfico:
Enquanto número da colecção Mosaico da Cultura, este caderno documenta a circulação em Portugal, ainda em 1939, de textos de divulgação científica de autores alemães, num formato barato e de larga difusão. A nota final da editora, explicando a numeração dos cadernos a partir de 1001, é um dado editorial interessante para quem estuda o catálogo da Argo.
Interessa a coleccionadores de edições portuguesas do século XX, a bibliotecas de história do ensino da matemática e a quem reúne séries completas de divulgação cultural do período.



