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Umbrias e Reflexos – Collecção de Versos | Francisco Vizeu Pinheiro | 1908

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Umbrias e Reflexos é uma colecção de versos de Francisco Vizeu Pinheiro, publicada em 1908 e apresentada na própria folha de rosto como obra posthuma — isto é, dada à estampa depois da morte do autor, presumivelmente por iniciativa de familiares ou amigos. Trata-se de um volume em brochura, com capa impressa a duas cores e cercadura tipográfica de ramagens, muito ao gosto da edição portuguesa de pequeno formato do início do século XX.

O texto está composto em ortografia pré-reforma (estrellas, bellas, apoz), com poemas breves, de metro curto e tom lírico-devocional, como se lê na última página numerada: «Quando eu em noite calma / Olho a luz das estrellas...». É um exemplar representativo da poesia de circulação restrita e de tiragem provavelmente reduzida, do género que raramente chegou às grandes colecções comerciais.

Este exemplar traz na guarda uma dedicatória manuscrita a tinta, assinada por Beatriz Vizeu Pinheiro dos Santos — apelido coincidente com o do autor —, o que sugere uma oferta feita no círculo familiar ou próximo. É um elemento de proveniência que acrescenta interesse ao volume.

Ficha técnica:

  • Título: Umbrias e Reflexos
  • Subtítulo: Collecção de Versos
  • Autor: Francisco Vizeu Pinheiro
  • Ano: 1908
  • Publicação: Obra póstuma
  • Encadernação: Brochura, capa de papel impressa a duas cores com cercadura de ramagens
  • Páginas: Última página numerada: 70
  • Idioma: Português (ortografia pré-reforma)

Sobre o autor:

Francisco Vizeu Pinheiro é um dos muitos poetas portugueses de finais do século XIX e princípios do XX cuja obra sobreviveu sobretudo através de edições de pequena tiragem, feitas por familiares ou amigos após a sua morte. Não dispomos de elementos biográficos confirmados para além do que o próprio livro declara: que a colecção é obra póstuma, reunida e impressa em 1908.

A dedicatória assinada por Beatriz Vizeu Pinheiro dos Santos reforça a hipótese de uma edição de âmbito familiar, com exemplares distribuídos entre amigos e conhecidos — prática corrente neste tipo de publicações comemorativas.

Estado de conservação:

Exemplar completo, em estado compatível com a idade, com sinais claros de manuseamento na capa e pequenos danos na lombada.

  • Capa de brochura acastanhada pelo tempo, com acidez generalizada e manchas dispersas
  • Cantos e margens da capa com desgaste, dobras e pequenas falhas de papel
  • Rasgão na margem exterior da capa, junto ao bordo direito, com papel levantado
  • Lombada com pequenas perdas de papel e desgaste no topo e na base
  • Miolo com papel tonalizado e algumas manchinhas de acidez, mas texto integralmente legível
  • Folha de guarda com dedicatória manuscrita a tinta e assinatura; pequena mancha na margem inferior
  • Não se observam folhas soltas nas fotografias

Valor histórico e bibliográfico:

Edições de poesia póstuma de 1908, de autores fora do canone e com tiragens presumivelmente curtas, aparecem com pouca frequência no mercado e estão irregularmente representadas em bibliotecas públicas. O interesse deste exemplar reside tanto no texto — testemunho da produção lírica portuguesa de província no virar do século — como na sua materialidade: capa tipográfica de época intacta e ortografia pré-reforma.

A dedicatória autógrafa acrescenta uma camada de proveniência ao volume, ligando-o ao círculo familiar do autor e documentando o modo como estas edições circulavam.

Páginas
Última página numerada: 70
Encadernação
Brochura, capa de papel impressa a duas cores com cercadura de ramagens